Quando há um acidente,
Com ambulâncias, maca
e um monte de gente
você pára para ver o que aconteceu.
Por dó ou curiosidade?
Vou fazer um teste.
(É rápido.)
Me responda apenas isso:
Se pudesse fazer uma pergunta
a um colega do acidentado
- que por ali estivesse -
qual seria?
"O que aconteceu?" ou
"Ele tem família?"
Peço então um favor
no caso de ser a 1a opção.
Just... keep walking
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Is that simple
O problema não é esse
Não se deve
Não se precisa
Não se tem que
O problema não é isso
Trabalhar
Fazer
Acontecer
O problema poderia ser
dinheiro.
Mas não é. Não assim.
O problema é:
estudar ou... estudar.
Isto posto: não tem problema.
Não se deve
Não se precisa
Não se tem que
O problema não é isso
Trabalhar
Fazer
Acontecer
O problema poderia ser
dinheiro.
Mas não é. Não assim.
O problema é:
estudar ou... estudar.
Isto posto: não tem problema.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O falso suicida
É fácil.
Uma perna por vez,
Os braços ajudam.
Os pés tocam a estreita mureta
Por trás, no parapeito, as mãos seguram com firmeza.
E quando o corpo estiver para fora da sacada
Quando o vento bater no rosto e despentear o cabelo
Quando a respiração acelerar
Quando o pulmão apertar
Quando o frio vier
Quando o ouvido doer
Quando der sinestesia
Aí chega a tontura.
Basta então tirar,
Ao mesmo tempo,
Os dois pés do chão.
Não é tão difícil.
E quando o corpo estiver para fora da sacada
Quando os olhos desistirem de alcançar o infinito do céu
Quando imagens vierem
Quando da família se lembrar
Quando o coração apertar
Quando pelos amigos quiser chorar
Quando um abraço desejar
Aí chega a consciência.
Leva o tempo de um susto
A briga da vaidade e do egoísmo
Contra a gentileza e a generosidade
É impossível.
E quando o corpo estiver para fora da sacada
Quando os olhos desistirem de alcançar o finito da terra
Quando cada pêlo do braço arrepiar
Quando os dedos dos pés contraírem
Quando os joelhos afrouxarem
Quando as mãos tencionarem
Quando as lágrimas embaçarem as retinas
Aí chega o medo.
Uma perna por vez,
Os braços ajudam.
Os pés tocam o firme chão da varanda
Pela frente, no parapeito, as mãos seguram com firmeza.
Uma perna por vez,
Os braços ajudam.
Os pés tocam a estreita mureta
Por trás, no parapeito, as mãos seguram com firmeza.
E quando o corpo estiver para fora da sacada
Quando o vento bater no rosto e despentear o cabelo
Quando a respiração acelerar
Quando o pulmão apertar
Quando o frio vier
Quando o ouvido doer
Quando der sinestesia
Aí chega a tontura.
Basta então tirar,
Ao mesmo tempo,
Os dois pés do chão.
Não é tão difícil.
E quando o corpo estiver para fora da sacada
Quando os olhos desistirem de alcançar o infinito do céu
Quando imagens vierem
Quando da família se lembrar
Quando o coração apertar
Quando pelos amigos quiser chorar
Quando um abraço desejar
Aí chega a consciência.
Leva o tempo de um susto
A briga da vaidade e do egoísmo
Contra a gentileza e a generosidade
É impossível.
E quando o corpo estiver para fora da sacada
Quando os olhos desistirem de alcançar o finito da terra
Quando cada pêlo do braço arrepiar
Quando os dedos dos pés contraírem
Quando os joelhos afrouxarem
Quando as mãos tencionarem
Quando as lágrimas embaçarem as retinas
Aí chega o medo.
Uma perna por vez,
Os braços ajudam.
Os pés tocam o firme chão da varanda
Pela frente, no parapeito, as mãos seguram com firmeza.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Quem eu era quando pequena
Nem todos os dentes eu tinha,
Mamãe me pôs para nadar.
Ia para água sem reclamar.
Conversava com o moço
Até a hora de ele me mergulhar
E quando me puxava de volta,
Com medo de que eu já estivesse sem ar
Sem perder tempo, voltava eu a falar.
Mamãe me pôs para nadar.
Ia para água sem reclamar.
Conversava com o moço
Até a hora de ele me mergulhar
E quando me puxava de volta,
Com medo de que eu já estivesse sem ar
Sem perder tempo, voltava eu a falar.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Um mundo ideal
Quis dar à postagem de número 100 um tom mais... musical!
Confesso que ela é quase uma bobagem. Uma brincadeira, vai.
Leia como se cantasse Um mundo ideal (A Whole New World), a música do Aladdin quando ele voa no tapete com a Jasmin.
Olha eu vou lhe mostrar
Como é belo esse mundo
Não tem trabalho ou estudo
E até dá pra descansar
Posso até namorar
Talvez também fazer compras
Os meus livros pra ler
São só os que eu quiser
Um mundo ideal
É um privilégio ter aqui
Ninguém pra nos dizer
Faça o tcc
Até parece um sonho
Um mundo ideal
Um mundo que eu nunca vi
E agora eu posso ver
e lhe dizer
Que nesse mundo novo eu vou dormir
(2ª voz: Que nesse mundo novo eu vou sorrir)
Confesso que ela é quase uma bobagem. Uma brincadeira, vai.
Leia como se cantasse Um mundo ideal (A Whole New World), a música do Aladdin quando ele voa no tapete com a Jasmin.
Olha eu vou lhe mostrar
Como é belo esse mundo
Não tem trabalho ou estudo
E até dá pra descansar
Posso até namorar
Talvez também fazer compras
Os meus livros pra ler
São só os que eu quiser
Um mundo ideal
É um privilégio ter aqui
Ninguém pra nos dizer
Faça o tcc
Até parece um sonho
Um mundo ideal
Um mundo que eu nunca vi
E agora eu posso ver
e lhe dizer
Que nesse mundo novo eu vou dormir
(2ª voz: Que nesse mundo novo eu vou sorrir)
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Descanso
Não há trabalho perfeito
Todos possuem um defeito
Mas pra melhorar sei de um jeito
Estou falando de um leito
Onde, por uma hora, eu me deito
Tem travesseiro, televisão e livre tempo
Todos deveriam ter este direito
Todos possuem um defeito
Mas pra melhorar sei de um jeito
Estou falando de um leito
Onde, por uma hora, eu me deito
Tem travesseiro, televisão e livre tempo
Todos deveriam ter este direito
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
A vaidade
Ela acompanha-o o tempo todo
É por ela que se esforça
É por ela que não dorme
É por ela que não come
É por ela que não vive.
Desde o dia em que levou a teoria para a prática
Ela guia-o e lhe dá ambição
De ser o melhor, melhor que o melhor
Ela cega-o e o torna arrogante
Ela o faz alterar o tom de voz
Admita, jornalista: ela o possui
É por ela que se esforça
É por ela que não dorme
É por ela que não come
É por ela que não vive.
Desde o dia em que levou a teoria para a prática
Ela guia-o e lhe dá ambição
De ser o melhor, melhor que o melhor
Ela cega-o e o torna arrogante
Ela o faz alterar o tom de voz
Admita, jornalista: ela o possui
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
O mau professor
Não sabe, não,
Não sabe
A quem quer enganar?
“Olha no dicionário”, diz
Aos alunos o bom professor
Enche-se de graça:
“Assim aprenderão melhor”
Mentira, sim
Mentira
Tem é vergonha de tornar pública sua ignorância
Sagaz, porém,
Não há quem contra ele possa
“Reclame, sim. O que não gosta na aula?”
“Deixa quieto”, digo. Preciso de nota.
Não sabe
A quem quer enganar?
“Olha no dicionário”, diz
Aos alunos o bom professor
Enche-se de graça:
“Assim aprenderão melhor”
Mentira, sim
Mentira
Tem é vergonha de tornar pública sua ignorância
Sagaz, porém,
Não há quem contra ele possa
“Reclame, sim. O que não gosta na aula?”
“Deixa quieto”, digo. Preciso de nota.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Ode à melancia
Dizem que fazes meleca
Reclamam de tuas sementes
Mas, ó melancia, fiques certa
Defender-te-ei com unhas e dentes
Clamarei a verdade sobre tu
Que és tão mal compreendida
Pois nasceu para ser suco
E não fruta repartida
Atire a primeira pedra
Aquele que não se deliciar
Com o primeiro gole
Durante um longo jantar
Reclamam de tuas sementes
Mas, ó melancia, fiques certa
Defender-te-ei com unhas e dentes
Clamarei a verdade sobre tu
Que és tão mal compreendida
Pois nasceu para ser suco
E não fruta repartida
Atire a primeira pedra
Aquele que não se deliciar
Com o primeiro gole
Durante um longo jantar
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Chorar
Difícil trabalho
esse das emoções
Não há fixo horário
tampouco comissões
Às vezes é breve,
Mas anos pode durar
Nunca entra em greve
Não pode parar
Algumas tanto trabalho têm
que suam com freqüência
Causam tontura, falta de ar, vertigem
E as lágrimas vêm como conseqüência.
esse das emoções
Não há fixo horário
tampouco comissões
Às vezes é breve,
Mas anos pode durar
Nunca entra em greve
Não pode parar
Algumas tanto trabalho têm
que suam com freqüência
Causam tontura, falta de ar, vertigem
E as lágrimas vêm como conseqüência.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
O copo furado
Queria ser
um copo furado
Deveria ser
Deveriam
ser um copo furado.
Não há limite
para um copo furado
Ele não enche
Ele não transborda
O copo furado
se alivia aos pouco
Não de uma vez
como os comuns
Queria ser leve
sã, simples, ampla
Como um copo furado
um copo furado
Deveria ser
Deveriam
ser um copo furado.
Não há limite
para um copo furado
Ele não enche
Ele não transborda
O copo furado
se alivia aos pouco
Não de uma vez
como os comuns
Queria ser leve
sã, simples, ampla
Como um copo furado